Um medo frio da vida. O que vou ser amanha? Quem sou eu hoje?
Quais minhas metas. Meus planos. Serei casado daqui a dez anos. Terei filhos.
O medo ri das minhas perguntas, acha engraçado tantas duvidas, ele me acompanha, sempre parando em antes de mim para sussurrar “Se você errar não vai haver outra chance.”
Não acredito, mas ele vence as barreiras da mente, da logica indo exatamente onde eu não tenho controle, rindo ele penetra meus pensamentos, angustia meus movimentos, sinto a tensão nos músculos, a pressão do mundo. O desespero vai se aconchegando nas brechas da minha mente, a batalha vai pouco a pouco perdendo o sentido, vai se tornando um vaguear de ideias que antes eram fortes, que agora se tornaram bobagens de um tolo. Sento no banco. Olho para o céu, procurando uma estrela, Qualquer uma serve. Encontro uma lá longe, tímida, brilhando bem fraquinho, mas ela serve. Viro-me para o medo e encaro-o enquanto ele para de rir.
“Qual o problema garoto, ficou com medo de andar também?”
“Não. Queria te mostrar uma coisa.”
Curiosidade, não importa onde, ela sempre existe.
“O que ? Mostre de uma vez!”
“Esta vendo aquela estrela? Lá no alto?”
“Sim, que tem ela?”
“Eu vou chegar até lá!”
O medo para espantado, descrendo das palavras, o choque da coragem mutila seus ataques. Antes que ele se recupere continuo.
“E depois que eu chegar naquela estrela, vou para outra, e para outra, até que todo o céu esteja na palma da minha mão.” Um sorriso para ele. Levanto-me e vou embora. Não preciso olhar para trás para saber que ele não me segue agora. Até mais medo, quando você esquecer-se de min, nos encontraremos de novo. Afinal, eu nunca esqueço o medo.
Angeliski
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